quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Marcos acorda Helena e insiste que ela esqueça os amigos

Marcos anda cada vez mais ciumento e com a cabeça cheia de minhocas. Mas o que esperar de um homem casado com uma mulher lindíssima, cercada de amigos exuberantes, cheios de vida, e na flor da juventude? Ora, é preciso mesmo muita auto-estima para lidar com isso. Marcos é muito seguro de si, mas às vezes parece balançar. Por isso faz pedidos que para Helena soam irreais, impossíveis. Abandonar os amigos do mundo da moda ela não vai; deixar de trabalhar no que gosta, idem. E já disso isso para ele várias vezes. Ainda assim Marcos insiste.


Noite dessas, ele acorda, insone, acende o abajur e pergunta a Helena – ela também insone: “Posso lhe pedir um favor?”. Helena, que talvez jamais imaginasse que tipo de pergunta ele lhe faria, consente. Marcos continua: “Não quero que você freqüente a produtora dos seus desfiles, dos seus ensaios fotográficos... quero que você veja essa relação com a produtora do Osmar, com modelos, fotógrafos... como uma página virada”.


Helena não é indelicada, mas firme. Ela não quer renunciar a um prazer, a uma das partes da vida que lhe dá mais alegria. E para arrematar, devolve uma pergunta: “Para que eu ame você, é preciso que eu me ame... Como vou me amar se não sou feliz?”.


Dizer boa noite depois disso é mais que urgente, ainda que uma impossibilidade.

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