Marcos anda cada vez mais ciumento e com a cabeça cheia de minhocas. Mas o que esperar de um homem casado com uma mulher lindíssima, cercada de amigos exuberantes, cheios de vida, e na flor da juventude? Ora, é preciso mesmo muita auto-estima para lidar com isso. Marcos é muito seguro de si, mas às vezes parece balançar. Por isso faz pedidos que para Helena soam irreais, impossíveis. Abandonar os amigos do mundo da moda ela não vai; deixar de trabalhar no que gosta, idem. E já disso isso para ele várias vezes. Ainda assim Marcos insiste.
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Helena não é indelicada, mas firme. Ela não quer renunciar a um prazer, a uma das partes da vida que lhe dá mais alegria. E para arrematar, devolve uma pergunta: “Para que eu ame você, é preciso que eu me ame... Como vou me amar se não sou feliz?”.
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Dizer boa noite depois disso é mais que urgente, ainda que uma impossibilidade.




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