Além dos extras que Osmar lhe dá, Bruno está empenhado em fazer um trabalho bastante pessoal, uma espécie de arquivo urbano, fotografando tipos e paisagens típicas da cidade do Rio de Janeiro. Pois numa de suas andanças, ele passa por uma rua do Leblon e, de repente, dá de cara com o Mirante Flat Hotel. Súbito, lhe vem à memória a conversa que teve com Silvia, de que um dia, talvez, ele viesse a se interessar em conhecer o pai. Bruno olha intensamente e faz varias fotos do hotel, das pessoas entrando e saindo. Mas isso não é suficiente. Atiçado por um sentimento irresistível, levado pela sua intuição, ele travessa a rua e entra no hotel.
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Ainda que nem Bruno nem Marcos percebam, um observador mais atento vai notar certas semelhanças entre os dois. Semelhanças não físicas, pois que Bruno puxou mais à mãe - mas no gestual, no olhar. Quando virem a cena, reparem como pai e filho levam o copo à boca, como saboreiam a bebida de uma maneira peculiar, apertando os lábios.
É... quem puxa aos seus não degenera.




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